Alvaro’s chega aos 51 anos como a mais pura tradição do Leblon

Álvaros No coração do Leblon, esquina da Ataulfo de Paiva com Cupertino Durão, o restaurante abriu as portas em 1963, com o pernambucano Alvaro, que tinha fama de ser um homem bravo, que espantava a tiros a malandragem e os inconvenientes da época. Mas, para os fregueses, o bar e restaurante era um local ideal para cafés, petiscos e aperitivos e um bom bate papo, além de ter uma comida caseira que ficou famosa na cidade e até hoje está no cardápio.

Segunda-feira é dia de feijão tropeiro, quarta tem carne assada, sexta é dia de rabada, sábado – feijoada e domingo, o melhor cozido do Leblon. “Nunca fizemos mudanças nestes pratos do dia, assim como mantemos a canja-de-galinha e os pastéis”, conta Manolo Casal, que em 1967 comprou do pernambucano a casa, em sociedade com o irmão Antônio. Só em 1985, José Maria, o Pepe, falecido em 2012 e que por quase uma década foi garçom, entrou para a sociedade.

A clientela também aumentou e além da “Turma do Leblon” angariaram gente famosa como atores, políticos, empresários e boêmios.

Na verdade, ninguém diz que o Alvaro´s é cinquentão e que hoje é um dos raros sobreviventes da fase áurea da boemia do Leblon e o que é melhor, os preços são honestos e não assustam, as porções continuam generosas, o chope é geladíssimo e a comida boa.

“ Somos um restaurante que reúne gerações de famílias. O avô trazia o pai, que trouxe o filho que hoje vem com os netos” diz Manolo Casal, o simpático espanhol que conquista à todos com seu sorriso gente boa.